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Não, a vida não me desapontou. Pelo contrário, todos os anos a acho melhor, mais desejável, mais misteriosa. Desde o dia em que vejo a mim a grande libertadora, a ideia de que a vida podia ser experiência para aqueles que procuram saber, e não dever, fatalidade, duplicidade. Quanto ao próprio conhecimento, seja ele para outros aquilo que quiser, um leito de repouso, ou o caminho para um leito de repouso, ou distração ou vagabundagem, para mim é um mundo de perigos, é um universo de vitórias onde os sentimentos heroicos têm a sua sala de baile. A vida é um meio de conhecimento; quando se tem este princípio no coração, pode viver-se não somente corajoso mas feliz, pode-se rir alegremente. E quem, de resto, se ouvirá, portanto, a bem rir e a bem viver se não for primeiramente capaz de vencer e de guerrear?
Friedrich Nietzsche.